"O Poder Político é Precisamente a Expressão Oficial do Antagonismo de Classes da Sociedade Civil"

Karl Marx

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Aécio Neves x Maradona: Vaias e "Homenagens"

Artigo publicado originalmente no "MINAS SEM CENSURA"

http://www.minassemcensura.com.br/conteudo.php?MENU=&LISTA=detalhe&ID=902

17/06/2013

Era esperado. O artigo segundeiro assinado por Aécio Neves (na Folha de São Paulo) nada de novo traz em termos de ideias e projetos para o futuro do país. Só mesmo a arenga tradicional. 

No entanto, seu ghost writer, coçando os dedos, não deixaria de mencionar a vaia de torcedores no jogo de abertura da Copa das Confederações, em Brasília, dia 15 de junho. É evidente que ele não fala que o apupo era dirigido à FIFA, à CBF e à presidenta Dilma. Sabendo que Aécio é amigo de Ricardo Teixeira e Marin, seu "ghost" tenta preservá-los.

Mas, vamos às vais e aos comportamentos de torcedores, já que Aécio neves, ao assinar o texto e fazer pilhéria com o ocorrido no início do jogo Brasil e Japão, nos libera para discutir a racionalidades de torcidas de futebol.

Primeiro, o comportamento de torcedores é assim mesmo: criticam gastos com as competições esportivas, mas entopem os estádios; criticam a FIFA e a CBF, mas prestigiam  as competições por elas controladas; assim como levam aos céus um goleiro, um técnico, um atacante, ou um cartola de seu time, o torcedor os transporta ao inferno, em razão de segundos.

Segundo, o comportamento político do torcedor vai na mesma linha: aplaudiram Médici, no Maracanã, quando o general-presidente foi anunciado. Em 1989, num Mineirão preenchido pelas torcidas de Cruzeiro e Atlético, gritou uníssono, de forma impressionante, o seguinte refrão: "Olê, olê, olê, olá...Lulá, Lulá."

Mas há dois episódios no Mineirão, no famoso jogo Brasil e Argentina, de 2008, envolvendo as torcidas de Atlético e Cruzeiro, que merecem referência.

O Hino Nacional era cantado de forma efusiva pela torcida, unificadamente; porém, quando se chega ao trecho "a imagem do cruzeiro resplandece" ouve-se uma vaia estrondosa dos torcedores do Galo. Desrespeito ao Hino? Não. Paixão de torcida.

O outro episódio, que foi amplamente divulgado em vídeos pela internet, difundido em blogs variados, inclusive pelo prestigiado jornalista Juca Kfouri, trata da gozação feita de forma unificada, pelas torcidas: hostilizando a seleção argentina, mais de 40 mil torcedores gritavam "Ô Maradona, vai se...o Aécio cheira mais do que você."

Registre-se que a menção que fazemos a isso, só tem o sentido de mostrar que comportamento de torcidas de futebol é algo complexo e contraditório: estaria o torcedor sendo leniente com o suposto uso de drogas ilícitas pelo então governador de Minas Gerais? Não. A ironia, o escárnio, o sarcasmo de torcedores não podem ser festejados como indicadores de prestígio ou de licença para atividades ilegais, para quem quer que seja.

Por isso, Aecinho, chame a atenção do seu ghost writer: quem tem o seu passado de autoritarismo e intolerância contra críticas, não deve "cutucar a onça com vara curta".

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

"O OPOSITOR"




"O OPOSITOR"

Fontes seguras acabam de nos garantir que, em reunião acontecida hoje, 22/01/2013, pela manhã, em um Hotel (ou Pousada), na cidade de Pirapora-MG, um grupo de amigos resolveu criar, editar, imprimir e distribuir, mais um Jornal impresso na cidade.

"O OPOSITOR" terá (teria) edição quinzenal e traria consigo uma nova forma de Jornalismo, criativo e crítico, sem apadrinhamentos financeiros e políticos.

Pelo visto, a Diretoria de "O OPOSITOR" já se encontra, democraticamente, eleita...

"Se hay Gobierno, soy contra...", seria o lema do novo periódico.

Vamos checar a notícia....Aguardem!!!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

DILMA ANUNCIA INVESTIMENTO EM 270 AEROPORTOS REGIONAIS, INCLUINDO O AEROPORTO DE PIRAPORA-MG


DILMA anuncia investimentos da ordem de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais.

PIRAPORA é uma das cidades beneficiadas.

Em Minas Gerais, os investimentos serão da ordem de R$ 235 milhões e virão de recursos do Banco do Brasil (R$ 100 milhões), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES (R$ 127 milhões), além de R$ 8 milhões em contrapartida do Governo do Estado.

As intervenções serão realizadas no decorrer deste ano e em 2014 em Almenara, Caxambu, Governador Valadares, Diamantina, Itajubá, Itambacuri, Januária, Muriaé, Pará de Minas, Patos de Minas, Pirapora, Poços de Caldas, Pouso Alegre, São João del Rei, Serro, Teófilo Otoni e Três Corações

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Gargamel e o Orçamento Público



Lá vem o Gargamel pra cima do Orçamento Público....

Seguuuuuraaaaa, peão....

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vamos precisar de estômago forte em 2013


Por MARCOS COIMBRA (*)


Um espectro ronda a política brasileira. O fantasma da próxima eleição presidencial.

Este ano já foi marcado por ele.

Ou alguém acredita que é genuína a inspiração ética por trás da recente onda moralista, que são sinceras as manchetes a saudar “o julgamento do século”? Que essas coisas são mais que capítulos da luta política cujo desfecho ocorrerá em outubro de 2014?

A história dos últimos 10 anos foi marcada por três apostas equivocadas que as elites brasileiras, seus intelectuais e porta-vozes fizeram. A primeira aconteceu em 2002, quando imaginaram que Lula não venceria e que, se vencesse, seria incapaz de fazer um bom governo.

Estavam convencidos de que o povo se recusaria a votar em alguém como ele, tão parecido com as pessoas comuns. Que terminaria a eleição com os 30% de petistas existentes. E que, por isso, o adversário de Lula naquela eleição, quem quer que fosse, ganharia.

O cálculo deu errado, mas não porque ele acabou por contrariar o prognóstico. No fundo, todos sabiam que a rejeição de Fernando Henrique Cardoso não era impossível que José Serra perdesse.

A verdadeira aposta era outra: Lula seria um fracasso como presidente. Sua vitória seria um remédio amargo que o Brasil precisaria tomar. Para nunca mais querer repeti-lo.
Quando veio o “mensalão”, raciocinaram que bastaria aproveitar o episódio. Estava para se cumprir a profecia de que o PT não ultrapassaria 2006. Só que Lula venceu outra vez e a segunda aposta também deu errado. E ele fez um novo governo melhor que o primeiro, aos olhos da quase totalidade da opinião pública. Em todos os quesitos relevantes, as pessoas o compararam positivamente aos de seus antecessores, em especial aos oito anos tucanos.

A terceira aposta foi a de que o PT perderia a eleição de 2010, pois não tinha um nome para derrotar o PSDB. Que ali terminaria a exageradamente longa hegemonia petista na política nacional. De fato não tinha, mas havia Lula e seu tirocínio. Ele percebeu que, Com Dilma Rousseff, poderia vencer.

O PT ultrapassou as barreiras de 2002, 2006 e 2010.

Estamos em marcha batida para 2014 e as oposições, especialmente seu núcleo duro empresarial e midiático, se convenceram de que não podem se dar ao luxo de uma quarta aposta errada.

Que o PT não vai perder, por incompetência ou falta de nomes, a próxima eleição. Terão de derrotá-lo.

Mas elas se tornaram cada vez mais descrentes da eficácia de uma estratégia apenas positiva. Desconfiam que não têm uma candidatura capaz de entusiasmar o eleitorado e não sabem o que dizer ao País. Perderam tempo com Serra, Geraldo Alckmin mostrou-se excessivamente regional e Aécio Neves é quase desconhecido pela parte do eleitorado que conta, pois decide a eleição.

Como mostram as pesquisas, tampouco conseguiram persuadir o País de que “as coisas vão mal”. Por mais que o noticiário da grande mídia e seus “formadores de opinião” insistam em pintar quadros catastróficos, falando sem parar em crises e problemas, a maioria acha que estamos bem.

Sensação que é o fundamento da ideia de continuidade.

As oposições perceberam que não leva a nada repetir chavões como “o País até que avançou, mas poderia estar melhor”, “Tudo de positivo que houve nas administrações petistas foi herança de FHC”, “Lula só deu certo porque é sortudo” e “Dilma é limitada e má administradora”.

A população não acredita nessa conversa. Faltam nomes e argumentos às oposições. Estão sem diagnóstico e sem propostas para o Brasil, melhores e mais convincentes que aquelas do PT.

Nem por isso vão cruzar os braços e aguardar passivamente uma nova derrota. Se não dá certo por bem, que seja por mal. Se não vai na boa, que seja no tranco.

Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política.

A retórica anticorrupção é o bastião que resta ao antilulopetismo. Mas precisa ser turbinada e amplificada. Fundamentalmente, porque a maioria das pessoas considera os políticos oposicionistas tão corruptos – ou mais – que os petistas.

O que fazer? Aumentar o tom, falar alto, criar a imagem de que vivemos a época dos piores escândalos de todos os tempos.

Produzir uma denúncia, uma intriga, uma acusação atrás da outra.

Pelo andar da carruagem, é o que veremos na mídia e no discurso oposicionista ao longo de 2013. 

Já começou.

Vamos precisar de estômago forte.

(*) MARCOS COIMBRA é Sociólogo e Presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.





TV NBR, AO VIVO

14/10/2009: Lula em Buritizeiro

BURITIZEIRO-MG: O Município do ECOTURISMO e da PRESERVAÇÃO AMBIENTAL....

Paula Fernandes no JÔ: 22/04/2011

Da Servidão Moderna

09 de Setembro: DIA DO ADMINISTRADOR